Atletas de endurance devem fazer treinos de força e potência?

Sim, mas não os que levem à hipertrofia!

A hipertrofia das fibras pode diminuir a densidade mitocondrial, capilar e consequentemente a eficiência de ressíntese de ATP via metabolismo oxidativo (van Wessel, de Haan et al. 2010).

A melhora no desempenho no treinamento de endurance, é consequência de melhoras no consumo máximo de oxigênio e das velocidades dos limiares metabólicos (Larsen 2003, Midgley, McNaughton et al. 2006). Para tanto, devemos utilizar meios e métodos que enfatizem o estresse metabólico. Adicionalmente, treinamentos de força e potência que enfatizem uma melhora na eficiência do ciclo alongamento-encurtamento, na taxa de desenvolvimento de força e melhorem a economia dos movimentos, também podem ser incorporados em rotinas de treino de atletas de endurance.

Referências

Larsen, H. B. (2003). "Kenyan dominance in distance running." Comp Biochem Physiol A Mol Integr Physiol 136(1): 161-170.

Midgley, A. W., L. R. McNaughton and M. Wilkinson (2006). "Is there an Optimal Training Intensity for Enhancing the Maximal Oxygen Uptake of Distance Runners?: Empirical Research Findings, Current Opinions, Physiological Rationale and Practical Recommendations." Sports Medicine 36(2): 117.

van Wessel, T., A. de Haan, W. J. van der Laarse and R. T. Jaspers (2010). "The muscle fiber type-fiber size paradox: hypertrophy or oxidative metabolism?" Eur J Appl Physiol 110(4): 665-694.